segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Retrospectiva dedicada a Jorge António, em Luanda



Jorge António com Tony Amado
Rodagem de "Kuduro, fogo no museke"





O Instituto Camões / Centro Cultural Português e o Instituto Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimedia (IACAM) têm a honra de convidar V. Exa a assistir ao programa da Retrospectiva do cineasta português Jorge António, entre 21 e 25 de Janeiro no Auditório Pepetela, Centro Cultural Português de Luanda.

PROGRAMA
  • Segunda, dia 21, 18.30 - A Utopia do Padre Himalaya (2004) - Ciência
  • Terca, dia 22, 18.30 - O Miradouro da Lua (1993) - Ficção
  • Quarta, dia 23, 18.30 - Angola. Historias da musica popular (2005) - Música
  • Quinta, dia 24, 18.30 - Kuduro, fogo no museke (2007) - Música
  • Sexta, dia 25, 18.30 - Outras Frases (2003) - Dança

- ENTRADA LIVRE -

Ler também aqui.
Via Às vezes (des)organizo-me em palavras...

terça-feira, Janeiro 01, 2008

E lá chegou...



... um novo ano.
2008, segundo o calendário gregoriano.
Não prometo, mas vou tentar ser mais assídua.
A todos os que me têm acompanhado o
meu voto de um feliz ano de 2008.

terça-feira, Dezembro 25, 2007

Uma lua cheia de nada


Mais um natal passou.
Um dia igual a tantos outros. Um dia em que amamos,
sofremos, rimos, choramos, vivendo.

terça-feira, Dezembro 18, 2007

Love cat's tails

quarta-feira, Dezembro 12, 2007

Não sei porquê...

... mas esta animação faz-me lembrar alguma coisa!



via Zoo

quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Kuduro, Fogo no Museke


KUDURO, FOGO NO MUSEKE

Um documentário do realizador Jorge António

Com Dog Murras, Tony Amado, SeBem, Fofandó, Puto Prata, Noite & Dia
Portugal / Angola, 2007 – 52 minutos


Kuduro, Fogo no Museke
é a 2ª parte de uma trilogia que o autor dedica à musica angolana, iniciada em 2005 com Angola – Histórias da música popular.
A partir das questões: O que é o Kuduro? Porquê este nome? Porquê tanta polémica?, Jorge António oferece-nos um retrato social e cultural de uma nova geração, através de um género musical que ultrapassou fronteiras e se tornou já um fenómeno internacional.

Dia 6 (Quinta) - Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, Lisboa, 21.30
Dia 7 (Sexta) - Cinema Passos Manuel, Porto, 23.00
Dia 9 (Domingo) - Auditorio Vila do Conde, 21.30

quinta-feira, Novembro 29, 2007

DesaFio sobre Ética

Convidada pelo meu amigo Henrique, a quem desde já agradeço, para participar no seu blog, Noite Vertical, resolvi repescar um texto que há muito havia escrito e transpô-lo para "este tempo" em que, como administradora de um fórum, procuro pôr em prática o meu pensamento sobre o que entendo dever ser um comportamento ético e as regras de convivência nesse e noutro tipo de espaços na net.

Para isso, me socorri das palavras de meu amigo Frei Betto, num belíssimo texto com o título em epígrafe.

"... foi Maquiavel quem sugeriu aos poderosos o princípio de que 'o fim justifica os meios'. Em seu famoso livro, O Príncipe, ele aconselha: "... e nas ações de todos os homens, e máxime dos príncipes, quando não há indicação à qual apelar, se olha o fim. Faça, pois, o príncipe por vencer e defender o Estado: os meios serão sempre considerados honrosos e por todos louvados..." (Frei Betto)


Percebo que para muitos um fórum é um espaço de encontro, de diversão, para outros, ainda, um espaço em que não deveria haver lugar para divergência de opiniões... como se todos devessem ser bitolados para pensar do mesmo modo, de forma a que não ocorressem discussões. A minha opinião é que um fórum deve ser um espaço plural... isto é, o espaço do "matar saudades", do encontro, da diversão, mas também de debate, de cultura, sempre com respeito pelas opiniões contrárias. No entanto, pensar e debater, com respeito e tolerância, talvez não seja o corolário que se segue na maioria dos casos.
Por outro lado, sabemos que "cada um é como cada qual" e, por isso, difícil é gerar consensos entre todos. Mesmo assim, a sã convivência, na divergência, é possível se nos esforçarmos.

"... Quando se lança mão de irregularidades, de difamações, de trambiques, de fato se está perpetuando a velha sociedade opressora em nome de ideais libertários..." (idem)

"... A vida social exige autolimitação de nossos impulsos, controle de nosso instinto, seleção de nossos valores e opções que sempre implicam renúncias. Não se pode escolher isto sem renunciar àquilo. Em suma, aos poucos, se forja em nós o comportamento ético." (idem)

A ninguém deve passar despercebido quão frequentemente nos depararmos com esta falta de sentido de "autolimitação dos nossos impulsos"! Alguns espaços na net são exemplos paradigmáticos em relação a esta afirmação.

Um fórum de discussão, apesar de ser um espaço virtual, é o espelho do nosso comportamento diário. E, provavelmente, não há quem, nas situações do dia a dia, não controle os seus instintos. As pessoas não agem por instinto e têm liberdade de escolha... No caso vertente, a escolha entre o responder e não responder... a escolha de ler ou não as intervenções de membros que, à partida, podem não ser do seu agrado... a escolha de se mostrar ou não tolerante...

Congratulo-me que no fórum que administro este "ideal" de participação venha sendo praticado. E porque é sempre dia de esperança, transcrevo o que um amigo, nessa altura, deixou:

"Canta, canta e canta!
Mata a mudez do conformado
Canta a plena alma a rebeldia
desassossega o menino sossegado
e diz-lhe que da noite se faz dia."

Maló de Abreu